QUARTA-FEIRA, 28 DE JANEIRO DE 2015

O Consórcio Heleno & Fonseca / TIISA, responsável pela execução das obras das estações Eucaliptos e Moema, da Linha 5/Lilás, do Metrô/SP, utilizou a tecnologia BIM (Building Information Modeling) como apoio na realização de estudos e no planejamento das operações que envolvem o empreendimento.

 

Considerado como um dos benefícios da abordagem BIM, a análise 4D, também conhecida como modelagem BIM 4D, se apresenta como uma nova opção de ferramenta de apoio à  tomada de decisão na gestão de sistemas construtivos. Para a execução dos trabalhos foi utilizado o software Vectorworks, responsável pela geração dos modelos BIM das estações, além do software Synchro que possibilita a integração dos elementos do modelo com as atividades do cronograma, assim como a realização da análise 4D dos modelos.

 

A geração do modelo BIM no software Vectorworks foi realizada a partir das plantas e cortes existentes. Além disso, o software também foi utilizado para levantamentos quantitativos precisos (volumes e áreas) dos diferentes elementos construtivos do modelo 3D.

 

De acordo com o consórcio, os principais benefícios da análise 4D das estações foram a maior velocidade e precisão na elaboração de estudos de cronograma; o uso  de filmes e imagens na divulgação da programação dos serviços às equipes de produção, segurança e qualidade da obra, com grande clareza e assertividade; e a maior versatilidade e rapidez na tomada de decisão nas análises de cenários. O consórcio cita ainda como vantagem os recursos visuais do software, que permitem apresentar o empreendimento aos stakeholders externos através de filmes de curta duração, com visualização das estruturas e equipamentos de apoio e canteiro, nas diferentes fases do projeto.

 

Para o engenheiro Alan Hoffmann, Coordenador de Projetos do Consórcio, uma das principais vantagens da ferramenta é a análise 4D. "A análise 4D realizada sobre os modelos BIM das estações nos permitiu realizar diferentes estudos de cenários e a partir destes estudos modificar o cronograma de forma a gerar distribuições mais otimizadas das atividades, viabilizando inclusive uma melhor sincronização com os trabalhos dos outros lotes da Linha 5", disse.

 

A análise 4D dos modelos BIM das estações ainda serviu para dar apoio à decisão entre diferentes alternativas de ataque das obras. "Através de diferentes cenários apresentados, conseguimos mostrar as vantagens e desvantagens entre cada uma das alternativas, permitindo ao cliente escolher a solução que melhor lhe atendesse", explica engenheiro Marcelo Tâmega, Coordenador de Planejamento.

 

Os engenheiros também destacam a importância da tecnologia para a criação de filmes e imagens de divulgação da programação dos serviços às equipes de produção, segurança e qualidade da obra.

 

O projeto foi elaborado também pelas arquitetas Gabriela Marques e Flávia Ponzoni.

 


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